quinta-feira, 18 de junho de 2009

Almost a dance...


Grandes cientistas dedicaram suas vidas ao estudo do Universo, Espaço Sideral e seus Corpos Celestes.
Falamos de planetas, gravidade, massa, campo magnético...enfim, conhecimentos possíveis graças a homens que levaram muito a sério as ciências astronómicas.
Minha ignorância sobre este assunto é notável, fato que talvez limitará o que te escrevo. Você sabe, a ignorância é o único limite/limitador do homem. Ainda assim, acho que sei o suficiente para criar as analogias absurdas que você já deve estar acostumado a ouvir.

Começo, então, dizendo que o Sistema Solar possui apenas uma estrela e um planeta. Esses corpos se chamam L21.1.14 e G21.19.20.1.22.15 respectivamente. Sei que, nesse caso, os dois têm massa considerável para criar um campo gravitacional para suportar um ao outro.
A força magnética exercida por esses dois é dada em Amor. A potência da força é tão elevada que é impossível de ser calculada, mas é algo da ordem de (eu te amo³)¹³x14...
Tudo o que sei é que só existe o vácuo além deles e sei também que essa estrela e planeta estão fadados a orbitar um ao outro por toda eternidade e não há previsão, hipótese e nenhuma teoria que possa mudar isso...

O que quero dizer, meu amor, é que você é o meu centro, meu foco e é ao seu lado que devo estar.
Assim, como a Terra vive do Sol, viverei de ti; pois como os raios solares são a fonte vital do nosso planeta, o seu amor é a energia que me faz continuar a viver.

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domingo, 8 de março de 2009

Sobre o mar, sob terra.


O mar já não passa de uma lembrança vaga.
Meu corpo, mente e alma agora se adaptam ao novo habitat. Nada muito difícil, os pulmões já se acostumaram com o novo ar. Agora as novas condições me proporcionam algo que nunca havia experimentado antes: liberdade.
Não sei se eram as correntes marinhas, mas no fundo no fundo, no fundo do mar eu me sentia preso apesar de que era lá que eu me reconfortava. Mas era uma prisão, no final das contas eu só estava lá por medo, por temer a superfície. Mas estava esperando um sinal, algo que me desse segurança.
(...)

Antes mesmo de sair do mar vi a silhueta de uma mão. Uma mão que procurava dentro do mar, desesperadamente. Achei familiar, lembrei-me dos dias de agonia dentro d'água. Inevitavelmente, impulsivamente e naturalmente resolvi agarrar aquela mão. Quando o fiz o tempo parou, a ansiedade extinguiu-se, o mar ficou estático.
Eu não sabia o que me espereva, mas estava disposto a arriscar. Arrisquei, enfim.

Quando, relutante, abri os olhos para saber o que me puxava d'água vi a mais linda criatura. Pude enxergar além da matéria, pude ver sinceridade em seus anseios, desejos, intenções, prazeres, agressões, raiva, carinho, paixão... amor. Pude perceber que aquela criatura também me examinava com os olhos atônitos, lacrimejantes de emoção. Sei que estava emxergando o mesmo em mim.

Como poderiam duas criaturas tão distantes se amarem a essa primeira vista. Naquele momento acreditei no clichê do amor à primeira vista. Saímos do mar.

As histórias que ouvi foram extraordinárias. Tão parecidas com as minhas. Enquanto eu permanecia no mar esperando, na terra havia alguém que também procurava.

Após dias sob um desejo velado de se entregar expomos nossos desejos um ao outro;

"Não sei como lhe dizer isso, mas acho que nós dois queremos a mesma coisa..." - Ouvi.
"..." - eu disse.

Agora vivemos no espaço entre o mar e a terra, cada um experimentando o que o outro lhe proporciona. Nunca estive tão satisfeito.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O mar tem razão!


Sinto novas correntes passando por mim, parece que o início de mais um ciclo trouxe novos ventos, novas ondas. Agora sinto a água movimentar-se de uma forma diferente, então vou até a superfície, olho no horizonte e sinto o vento frio da razão cortar o meu rosto ainda molhado.

Apesar da paisagem desoladora e o vento firme, me sinto confortado e determinado. É como uma promessa que será cumprida através de um caminho duro, mas compensador.
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Comparo a superfície nova e o velho fundo do mar; tão difuso, silencioso, aconchegante. Lar de minhas percepções solitárias, quereres reprimidos e oprimidos.
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O fundo do mar sempre representou para mim um lugar onde há tranquilidade, quietude e impenetrabilidade, sendo punidos os ousados que tentam ultrapassá-lo e corrompê-lo. Assim eu vejo o mar, como uma fortaleza, lugar para meditar, perceber e ficar isento do meio físico. Apenas um lugar para pensar e planejar.
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Agora me sinto excitado para experimentar o novo. Como se, de repente, surgissem pulmões sob meus peitos e eu sentisse inevitável necessidade de respirar.
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Agora sinto meu corpo sendo inundado pelo ar da razão, serei regido por ela.
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Isso não é um adeus. O mar apenas deixou de ser o meu lar definitivo, mas será sempre o meu porto seguro.
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. Quando eu atingir a plena razão:

I will be the king more beautiful and terrible as the morning and night! Terrifying as the storm and the thunder! Stronger than the foundations of the earth. Everyone should love me and despair!
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A razão veio ao mar e eu a abracei.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Utopia



Por um momento os olhos, ligeiramente, foram tentados à se abrirem.
A água havia se mexido. Mas eu já imaginava apenas mais um mergulho, daqueles sem compromisso.
Estava certo, afinal.
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Visitantes, mergulhadores de primeira viagem... não sabem que o mar conhece seus artifícios e mentiras. Apenas eles não conhecem o mar, por mais dissimulados que sejam as águas sempre saberão suas verdadeiras intenções. Por isso não me deixei perturbar pelo insignificante distúrbio nas águas. Sabia que qualquer que fosse a intenção do visitante, por mais nociva que fosse, ele sairia penalizado. Uma vez mergulhado no mar haverá sempre o frio na saída e, ao tentar retornar, não haverá retorno. O frio se torna mortal à tal aproximação.
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Foi apenas tentação, e a intenção da visita não foi das melhores. Queria apenas se divertir nas águas calmas, brincar, e depois ir embora, deixando a água movimentada e suja.
Mas não foi assim, quem sente frio agora?
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When will the diver dive forever?
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terça-feira, 15 de julho de 2008

Há algum tempo atrás...


... eu estaria na frente do computador (como estou agora), nessa exata hora, lamentando por não ter alguém ao meu lado.

Sempre fui um homem solitário, mas ávido por companhia. Isso fez eu me precipitar muitas vezes, agarrando-me em oportunidades quaisquer que surgissem. O resultado disso era óbvio...talvez até eu mesmo já tivesse conhecimento a cerca disso, mas é assim que acontece com desesperados; se jogam.


Essa carência sempre me acometeu à noite, aproveitando-se da melancolia da escuridão para tornar-se mais potente - porque ela costumava soprar nos meus ouvidos nas horas de sol também -. No final das contas acabei com uma companhia. Não podia reclamar, a carência me visitava todos os dias, sempre prestativa, atenciosa e eficiente. Depois de tanta insistência acabei cedendo. Não era uma companheira agradável, mas eu não sei o que acontecia... era um sofrimento prazeroso, e sei que não fui o primeiro e nem serei o último a sentir isso.
Minha companheira, ela fez tudo ao contrário, foi egoísta. Não me fez procurar por pessoas...me separou delas... naquele momento ela havia perdido seu sentido e havia mudado de nome sem que eu percebesse. Era solidão. Ainda mais atraente, e aí me deixei levar mais uma vez...
O tempo passou e até a própria solidão perdeu seu sentido, sentiu minha indiferença e foi-se embora.
Foi por causa do mar que eu estava descobrindo e um dia me joguei de vez e, até agora, permaneço submerso.
Desde então não sinto mais nada, nem carência, nem solidão e assim é bom, não preciso me preocupar, as coisas simplesmente acontecem sem que eu as idealize e as deseje com tanta sofreguidão como já fiz. E se não dão certo já não é mais um problema.
As coisas, simplesmente, são jogadas no mar:
às vezes pedregulhos, às vezes flores.
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I must confess: I still hope flowers all the days...
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sábado, 7 de junho de 2008

Casulo




É deprimente observar progressos alheios enquanto permaneço estático. Depois de observar tantos e tantos exemplos me dei por mim, acordei. Fui invadido por uma sede e até mesmo necessidade de amadurecimento... as idéias e planos ainda embaralham-se em minha cabeça, mas isso é o de menos.




A certeza é a vontade de progresso, de sair da platéia, de deixar de ser expectador e aplaudir(sempre). Está na hora de interagir, interferir, criar e, sobretudo, SER (e não parecer).




As idéias ainda me confundem...preciso pensar. E pensarei no fundo do mar, onde formo meu casulo, onde estarei me criando e engrenando meus planos.




Talvez eu não precisasse de um casulo, afinal já tenho o mar. Mas quero, antes de tudo, conquistar à mim e aos meus domínios. O tudo é vaidade, mas que tem propósitos.
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Um casulo no fundo mar. [pensando, organizando e sendo]
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terça-feira, 27 de maio de 2008

Running away...


Eu estou cansado, irritado, impaciente e desconfortável...

apesar desses adjetivos serem típicos do meu eu, eles atingiram certa elevação nos últimos tempos. De tal forma, que não tenho paciência até comigo mesmo...


A idéia de enferno astral é bem conveniente agora...


Preciso me isolar por algum tempo e sei bem onde posso conseguir isso.

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[...preciso colocar meu corpo em coma por algum tempo]- palavras de uma amiga e que agora me servem bem.

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