
Sinto novas correntes passando por mim, parece que o início de mais um ciclo trouxe novos ventos, novas ondas. Agora sinto a água movimentar-se de uma forma diferente, então vou até a superfície, olho no horizonte e sinto o vento frio da razão cortar o meu rosto ainda molhado.
Apesar da paisagem desoladora e o vento firme, me sinto confortado e determinado. É como uma promessa que será cumprida através de um caminho duro, mas compensador.
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Comparo a superfície nova e o velho fundo do mar; tão difuso, silencioso, aconchegante. Lar de minhas percepções solitárias, quereres reprimidos e oprimidos.
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O fundo do mar sempre representou para mim um lugar onde há tranquilidade, quietude e impenetrabilidade, sendo punidos os ousados que tentam ultrapassá-lo e corrompê-lo. Assim eu vejo o mar, como uma fortaleza, lugar para meditar, perceber e ficar isento do meio físico. Apenas um lugar para pensar e planejar.
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Agora me sinto excitado para experimentar o novo. Como se, de repente, surgissem pulmões sob meus peitos e eu sentisse inevitável necessidade de respirar.
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Agora sinto meu corpo sendo inundado pelo ar da razão, serei regido por ela.
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Isso não é um adeus. O mar apenas deixou de ser o meu lar definitivo, mas será sempre o meu porto seguro.
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. Quando eu atingir a plena razão:
I will be the king more beautiful and terrible as the morning and night! Terrifying as the storm and the thunder! Stronger than the foundations of the earth. Everyone should love me and despair!
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A razão veio ao mar e eu a abracei.

3 comentários:
we can dive (and breath the air).
Adorei o texto, Gu. Aliás, seu blog está incrível.
E como você mesmo disse: o caminho é duro, mas compensador.
Ótimo texto!
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